
ESTUDO DA PROSTATA PELA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
ESTUDO DA PROSTATA PELA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Prof. KERLA AFFONSO
A ressonância magnética (RM) da próstata é uma técnica de imagem avançada que é frequentemente utilizada para avaliar a próstata, especialmente para a detecção e caracterização de doenças da próstata, como o câncer de próstata.
Indicações: A ressonância magnética da próstata é frequentemente recomendada nos seguintes casos:
- Avaliação do câncer de próstata, especialmente para determinar a extensão e estágio da doença.
- Detecção de lesões suspeitas de câncer de próstata, muitas vezes após resultados anormais em exames de sangue (como o PSA) ou toque retal.
- Planejamento de biópsias direcionadas da próstata, com base nas imagens de ressonância magnética.
- Acompanhamento de pacientes com câncer de próstata conhecido para avaliar a resposta ao tratamento.
Procedimento: Durante o exame de RM da próstata, o paciente é posicionado na mesa do exame e o paciente não sente dor durante o procedimento. Geralmente, um contraste intravenoso é administrado para realçar certas áreas e tornar as imagens mais claras.
Resultados: As imagens de ressonância magnética fornecem detalhes precisos da anatomia da próstata e podem mostrar áreas suspeitas que requerem biópsia ou avaliação adicional.
A ressonância magnética da próstata é uma ferramenta valiosa no diagnóstico e no planejamento do tratamento do câncer de próstata, e é frequentemente usada em combinação com outros exames, como o exame de sangue do PSA e a biópsia, para obter uma avaliação completa da saúde da próstata.
O QUE É PSA?
O Antígeno Prostático Específico (PSA) é uma proteína produzida pelas células epiteliais da próstata. É encontrado em quantidades elevadas no sêmen e, normalmente, em pequenas quantidades no soro. Isso significa que, é comum que todos os homens tenham PSA presente no sangue, dentro de nível considerado normal.
QUAL É O VALOR NORMAL DO PSA LIVRE E TOTAL?
O valor de PSA total considerado normal está em até 4,0 ng/mL.
Pacientes que apresentam nível maior que 10 ng/mL, possuem alta probabilidade de serem encaminhados para biópsia retal diagnóstica, uma vez que pode significar câncer de próstata.
Já os pacientes que apresentam os valores de PSA total entre 4 ng/mL e 10 ng/mL são considerados de difícil avaliação e a recomendação é que siga com acompanhamento clínico e laboratorial por meio da dosagem do PSA total e livre e / ou outros exames complementares, conforme indicação de seu médico.
No entanto, é válido ressaltar que o valor de PSA encontrado em um resultado de exame, deve ser sempre correlacionado com uma série de outros fatores clínicos, e cabe ao especialista avaliar individualmente os casos para definição de melhor conduta.
COMO O EXAME PSA É FEITO?
Trata-se de uma pequena coleta de sangue venoso, usada para medir o PSA total e o PSA livre.
A classificação PI-RADS
O PIRADS é um relatório de imagens de próstata e sistema de dados avaliados pela RM.
Foi elaborada para normatizar a descrição das suas imagens. A classificação de PI-RADS é baseada pelas imagens morfológicas ponderadas em T2 de alta resolução. A classificação usa uma escala que varia de 1 a 5, tanto em zona periférica como transicional. As lesões PI-RADS 1 e 2 são benignas, a 3 é suspeita e as 4 e 5 são suspeitas de câncer. Assim, a lesão dominante é chamada de índex. Contudo, a nova versão, chamada de 2, do Pi-RADS omite a informação da restrição ao gadolíneo e da espectroscopia.
Mais especificamente: 1- benigno ; 2- provavelmente benigno; 3- intermediário; 4- provavelmente maligno; 5- altamente suspeito de malignidade.
A probabilidade de câncer significativo na biopsia é dependente da classificação PI-RADS.
- PI-RADS 1 – Muito baixo: é altamente improvável que o câncer clinicamente significativo esteja presente
- PI-RADS 2 – Baixo: é improvável que o câncer clinicamente significativo esteja presente
- PI-RADS 3 – Intermediário: a presença de câncer clinicamente significativo é equivocada
- PI-RADS 4 – Alto: é provável que o câncer clinicamente significativo esteja presente
- PI-RADS 5 – Muito alto: é altamente provável que o câncer clinicamente significativo esteja presente
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
- HAAGA, John R.; LANZIERI Charles F; ZERHOUNI, Elias A., Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética do Corpo Humano, 3 ed., volume I, ed. Guanabara Koogan, 1996, p.1546.
- LEE K. T. Joseh ; SANGEL S. Stuart; STANLEY J. Robert; HEIKEN P. Jay. Tomografia Computadorizada do corpo em Correlação com Ressonância Magnética, 3º ed, vol 1e 2, ed Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2001.
- TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Brayan. Corpo Humano: Fundamentos de Anatomia e Fisiologia, 8 Ed., Artmed, 2012, p. 684.
- ROSENKRANTZ, Andrew, Ressonância Magnética da Próstata – Uma Abordagem Pratica , , Revinter, p 206.
Kerla Affonso
Técnico e Tecnologa em Radiologia Médica , Pos Graduada em Anatomia Humana.
Pos Graduada em TC e RM , Graduando em Biomedicina Docente de curso técnicos
Conteudista da Universidade Estácio de Sá



